quinta-feira, setembro 20, 2007

Pra quem não acredita - Santana do Jacaré - Minas Gerais

Pesquisando na Internet, no mais conhecidos sites de buscas,será que você sabe qual é? (rs). Descobri este texto, que achei muito bacana, pois são os olhos de uma pessoa que também não acreditava na existência dessa cidade e lá esteve e comprovou. Ele dá uma pincelada do que é Santana do Jacaré e é uma pincelada boa!Pedi permissão para mostrar seu texto e ele muito solícito aprovou, descobri inclusive que ele tem 2 livros publicados, um acho que virtual que pode-se baixar pela internet. Bom pra quem ainda não acredita, Santana Ah, Santana existe.
E ela foi Corredeira mesmo, realmente chegou a se chamar Corredeira, quando distrito da cidade de Campo Belo e eu que achava que muitos a chamavam assim pela velocidade que correm as notícia spor lá...(rs)!!!
Obrigada, Luis pela crônica.
O blog dele :
http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/


CIGARRAS PIIIIIIIII EM SANTANA DO JACARÉ

2003-11-18 - 11:35:50

Indo pela Fernão Dias, sentido Belo Horizonte, depois da saída 666 para Perdões (sim, existe uma saída 666 e é para a cidade de Perdões!), está a ÚNICA placa indicando o retorno (Mantenha-se à esquerda) para a cidade de SANTANA DO JACARÉ. É para lá que fui na sexta pela manhã, à passeio, com o amigo Pimenta.

A viagem tinha 3 finalidades. A primeira era a inauguração da quadra de tênis da chácara da família Pimenta Freire. Como exímio jogador desse nobre esporte e amigo da família não podia me furtar em comparecer para demonstrar meus dotes. A segunda era descanso e recuperação do TRAUMA da minha separação. A terceira era matar a curiosidade: que catzo é SANTANA DO JACARÉ? Existe messss?

Existe! Fica logo depois de São Sebastião das Estrelas. Antigamente São Sebastião era conhecida por ONÇA. Acredite! Aí apareceu um padre por lá e achou muito feio ONÇA. Feito um brainstorm com as filhas-de-Maria do povoado chegou-se ao consenso do BICHAL nome de São Sebastião das Estrelas. E os homens que lá residem têm vergonha de dizer que são de lá e tascam: sou do ONÇA. Folk-lore bruto!

Então depois de 42 quilômetros de estradas capilares (como em Viagem Insólita), nos embrenhando pelo o que o Pimenta chama a sério de "O CERNE DO ESTADO DE MINAS", chegamos a Santana. O nome original era Santa Ana do Rio Jacaré. Mas mineiro gosta de abreviar. O Pimenta nasceu lá e achava que o UNIVERSO era aquela meia dúzia de casas até lá pelos 12 anos quando chegou na cidade a primeira TV. Muita gente ainda acha.

Era meio dia quando adentramos a cidade e meio dia e um quando saímos dela. Poucas casas, a igreja, nenhum carro pelas ruas. O ar puro, aquele calor mineiro. Uma placa avisava: "vendem-se mudas de café". E eu, mente fértil, já imaginei uma série de mudas de café na beira da estrada mostrando as pernas,"se vendendo". Minas é um estado lisérgico, man!

O fato é que a dona Nega e o seu Paulinho, pais do Pimenta, lá estavam nos esperando com um rango abusivo de bão. Cumprimentos e barulhos de talheres depois, vamos à siesta. Dormir na rede. Era apenas o preparativo para o que viria a seguir: uma noite estrelada, uma quadra de tênis iluminada no meio da mata, cervas, petiscos mil e doces que são puros preparos para um diabetes poderoso. A felicidade de qualquer ser humano minimamente racional.

Foi assim. Chegaram os parentes do Pimenta e os causos foram sendo contados e as piadas e aquele jeito estranhíssimos que os mineiros falam. Qualquer rapper metido a incompreensível ficaria de boca aberta com a mímese, a rapidez e a naturalidade com as quais os mineiros, por exemplo, se cumprimentam pela manhã: "Ôôôôôôôôp", no que o outro responde seco: "Ôp". "Bão?". "Neeeeeeeeeemmmmmmmm!". Monossilábica e onomatopaica comunicação total!

Mas o melhor estava por vir. No sábado o pai do Pimenta, se recuperando de um derrame, empunhou com um só braço um trombone e acompanhado do caçula Paulo, tocou as mais belas pérolas do concioneiro local, começando por "Cuitelinho". Ô músca bunita, sô! Eu empunhei a câmera e registrei o momento para a eternidade.

À noite estivemos no Samuca, bar de Campo Belo, onde comemos uma farta porção de provolone frito e bebemos várias cevas. A conta deu 20 reais. Nesse momento estávamos acompanhados de um ser de pouca credibilidade local, mas muito "conhecimento" - que é quando a pessoa é super-conhecida. Trata-se de Maurício Resende Souza, a.k.a. BISCATE, um ser quase ininteligível. Incapaz de pronunciar Bia, ele me chamou até quase as raias da loucura, durante toda a noite, por BILL. E ficou Bill - pois o que é mais uma alcunha para um SER DESPERSONALIZADO!

Nossa noite se alongou até um local chamado Farroupilha mas não conseguimos ficar muito tempo devido ao azedume da mistura do cheiro de cana com suor. Meus olhos arderam.

O dia seguinte foi de mais comes e bebes e pudemos saborear o primoroso feijão à Paulito Pimenta Freire - com banha, pedações de porco e pimentões. O resultado foi uma evacuação eficaz no final do dia.

Nos dirigimos depois para a Pousada Santa Felicidade que é do Juca, tio do Pimenta. Uau! Local fartamente ilustrado por várias garotas novas e morenas e in-te-res-sa-dís-si-mas em um jovem e recém-separado jornalista. Pobre, é vero, mas isso ninguém precisava saber. Fiquei ali dando sopa e desfilando meu belo corpo enquanto o Pimenta conversava com familiares que - impressionante - são apenas QUASE TODOS os habitantes do reduzido feudo.

Conheci a Patrícia lá, gerente da Pousada, e iniciamos uma conversa para levar o pessoal do TQ para um evento, uma palestra sobre jornalismo ou algo assim. A Pousada é legal e vive promovendo eventos culturais. Pode rolar.

Seguimos depois para o aniversário da garotinha Carol com a Pepper Family. A afilhada da Tia Lêda vou dizer... me alumiou as vistas já embaçadas pelo excesso etílico. Incansável, noite de domingo, estivemos no maior point local, um estratégico boteco de esquina onde se visualiza nitidamente o foot dos nativos. Pude reparar como a família do Pimenta é considerada por lá: todo mundo que passava vinha cumprimentar. Ôp!

Dormimos antes do Fantástico e saímos cedo na segunda. O mundo real nos aguardava. Nunca achei que conheceria uma cidade como Santana do Jacaré. Agora espero poder voltar o quanto antes para lá.

por luiz BIAJONI

5 comentários:

Anônimo disse...

Olá,fico contente em ver que existe citações quanto ao Distrito de São Sebastião da Estrela - e não DAS ESTRELAS - mas gostaria de informar que seu texto não confere com a realidade do nome desse local.Portanto,peço que entre em contato para obtenção de informações verídicas . Obrigado einstein_1879@yahoo.com.br

Cris disse...

Anônimo,

obrigada pela visita.
Eu até corrigiria o texto, mas ele não é meu, é uma citação de outro blog, talvez a história não seja a que realmente aconteceu, mas é bem criativa, isso não dá pra negar.
Se achar pertinente, entre em contato com o autor, o link do blog está no texto.

julivan.trabalho disse...

ok.
Legal, gostei lí na integra CRIS.
Mas, sou de Santana do Jack e não conheço esse Pimenta.
Não deve ser tão popular assim não!
Começo mais os Melos e os Cardosos.
Saudações.
Quano estiver por lá avide-me.
FUIII

Alexandro Pimenta disse...

Olá

legal seu post, meus pais são de lá (paterno e materno), é um lugar especial e tem uma magia própria.

abs

Alexandro Pimenta

Cris disse...

Olá Alexandro, muito obrigada pela visita e pelo comentário, você mora aonde, costuma ir a Santana...Um abraço, Cristiane